quinta-feira, agosto 09, 2007

Que qui tu qué, rapá? Queima u chão!!!!!!!!!!


Pessoas, pessoas e mais pessoas, é impossível não se deparar com elas ao passear de ônibus e observar a diferenciação física que nos torna únicos. Há alguns dias atrás, estive em Praia Grande, cidade da nossa Região Metropolitana da Baixada Santista. Sim, temos uma Região Metropolitana oficialmente reconhecida desde a década de 90, sem que isso impeça que existam diferenças gritantes entre um município e outro, e obviamente dentro das próprias cidades, senão estaríamos na Nova Zelândia, e não no país da ministra que recomenda-nos que relaxemos e gozemos. E vale lembrar que para estar em Praia Grande eu obrigatoriamente preciso adentrar o perímetro urbano de São Vicente. Os forasteiros geralmente se confundem com os limites entre as cidades. Nessas horas, nada melhor do que um caiçara para lhes explicar que aquela favela é de Cubatão, não Santos, e que aquele hospital que mais se assemelha a um açougue se localiza em Guarujá.
Nessa quase uma hora de viagem de ônibus, como às vezes faço, fiquei visualizando as pessoas que comigo dividiam o espaço físico do coletivo e obviamente as pessoas que passavam nas ruas, imaginando, de acordo com suas características, suas histórias de vida. Tarefa difícil essa. Tantas e tantas vezes me surpreendi fazendo certo juízo de determinada pessoa e após alguns minutos de diálogo descobri aspectos de sua vida muito mais interessantes do que havia imaginado anteriormente. Obviamente algumas vezes me decepcionei, mas são percalços da vida.
De qualquer forma, esse exercício mental como forma de auto-conhecimento é sempre interessante. Tentar não nos ver apenas pela "casca" do corpo físico, mas buscar os sentimentos do homem, sem cair no pieguismo nem na auto-ajuda, que a meu ver é simplesmente irritante e nos reduz a receita de bolo, como se o que valesse para o Cláudio obrigatoriamente seria semelhante para a Jussemara.
Enfim, altos e baixos, gordos e magros, loiros e morenos, feios ou bonitos, somos humanos, e cada qual tem algo a contar, mesmo que seja desinteressante. E se você não estiver gostando da conversa, comece a falar sobre a última gafe do nosso Lula lá no México e verás como tudo vai terminar em grandes risadas de ambos os lados.


2 comentários:

Raysa disse...

Olá Ed...(de novo)rssrr
Bem seu texto é muito interessante e agora me vir diante de uma antítese em relação a nossa conversa, as pessoas realmente ñ são uma receita de bolo que uma fórmula vá dá certo p/ todos...
Bem qd entrar p/ postar outro me avisa que venho aqui ler...


Bjux

Denise disse...

Pior que é...
e como já rimos disso...

Nossaaa perfeito isso vale repetir:

Tarefa difícil essa. Tantas e tantas vezes me surpreendi fazendo certo juízo de determinada pessoa e após alguns minutos de diálogo descobri aspectos de sua vida muito mais interessantes do que havia imaginado anteriormente. Obviamente algumas vezes me decepcionei, mas são percalços da vida.

Estava precisando ler isso.
te adorooooooo