domingo, setembro 23, 2007
Uma conversa informal
quarta-feira, setembro 19, 2007
Algo sem importância

Não se sabe com qual intenção, mas o fato é que a porta estava apenas encostada e dentro da casa acontecia uma festa na qual surgiu nela a imensa vontade de adentrá-la e harmonizar com os participantes desta. Mas era uma penetra. Isto não a demoveu de seu intento.
Ela queria apenas se divertir, por algum tempo que fosse. E lá estava. Entrou e ficou olhando para o ambiente, as pessoas, sem saber direito como se portar naquele ambiente. Mas o fato estava se consumando, não podia mais voltar atrás. O que lhe restava era tentar aproveitar o lugar. A decoração do lugar não nos importa, muito menos o motivo de tal comemoração.Ela tinha alguma coisa em seus olhos que lembrava aqueles olhares melancólicos das mocinhas apaixonadas, ao mesmo tempo que irradiava uma alegria contagiante com seus movimentos não calculados, quando jogava seus cabelos, dançava, olhava para os cantos como que tentando se situar no ambiente ou mesmo quando respirava teatralmente. Mas poucos tiveram coragem de chegar junto a ela e entabular uma conversa, havia uma parede invisível entre ela e os demais.
Mas isso não impedia que fosse observada, desejada e fosse alvo de comentários sobre seu figurino não adequado ao momento.Mas estava vestida de forma tão singela que a simplicidade havia se tornado para ela uma arma de conquista, mesmo que ela não tivesse se dado conta do fato. Se sentiu enervada momentaneamente, surgiu uma vontade de ficar só divagando e ouvindo mentalmente suas músicas favoritas. Mas ainda se deteve por alguns instantes olhando ora para o infinito, ora para algumas pessoas aleatoriamente. Como que entorpecida, não conseguia se mover do lugar, enquanto um rapaz a seduzia de forma descarada e pouco criativa. Ela simplesmente sorria e nada respondia. Se sentia perdida naquele lugar. Mas sem que percebesse já havia deixado sua marca em todos os presentes ao evento.
Enfim saiu do lugar. Duas quadras depois, virou à direita. Apenas um senhor de meia-idade que limpava a calçada no alvorecer do dia a observava, sem se deter em demasia. Não se deu conta do que havia visualizado. Nunca mais foi vista. Mas sua presença e seu perfume inigualável foram lembrados por dias, meses ou mesmo anos.
sábado, setembro 01, 2007
É de pequeno que se começa a torcer o pepino

quarta-feira, agosto 22, 2007
Deixe de leseira, seu atoleimado

quinta-feira, agosto 09, 2007
Que qui tu qué, rapá? Queima u chão!!!!!!!!!!

domingo, agosto 05, 2007
Desabafo de um desmiolado

terça-feira, julho 17, 2007
Registro/SP
De qualquer maneira, gosto de viajar, conhecer novas cidades, e principalmente procuro observar pessoas, mesmo que no meio do caminho me embaralhe de tal forma que dificilmente consigo concluir um raciocínio que havia começado. Não percebi ali nada que chamasse em demasia a minha atenção, mas me chamou a atenção que a cidade só possui uma sala de cinema, em que os filmes obviamente chegam muito após seu lançamento nos grandes centros, não avistei nenhum teatro e apenas uma livraria, em grande parte com títulos de auto-ajuda e no momento em que passei na sua frente estava no estabelecimento apenas um rapaz, provavelmente o atendente ou mesmo o proprietário. Sim, ali tem uma loja das Casas Bahia na avenida central, que se chama Jonas Banks Leite. Belo nome, não?
Não que essa cidade seja a exceção, ela é a regra, infelizmente foi a minha conclusão. Por mais que me queixe do local onde resido, não posso desmerecer os méritos culturais que ela me oferece, proporcional ao seu tamanho e importância para o Brasil. Temos opções culturais para vários gostos e bolsos, e é isso realmente importante; que tenhamos a chance de escolher, por mais que a grande maioria frequente os bailes funk do Morro da Nova Cintra e o Pellikanos, com seu forró de gosto duvidoso. Estou bem informado das baladas regionais, por mais que não as frequente. Nem ouse dizer que estive alguma vez em tais lugares para saber o que ocorre lá. Notícia ruim corre mais rápido que almôndega na boca de criança obesa no almoço de domingo.
sexta-feira, junho 15, 2007
Abram as cortinas!!!!!!!!!

sexta-feira, maio 11, 2007
Perdeu, perdeu!!!

terça-feira, fevereiro 20, 2007
Eitaaaaaaaaaaaaaa

terça-feira, fevereiro 13, 2007
O amor é uma flor roxa que nasce no coração dos trouxas

segunda-feira, fevereiro 05, 2007
Comunismo, socialismo ou algo que o valha

segunda-feira, janeiro 29, 2007
E chega ao fim mais um Repórter Esso
sábado, janeiro 20, 2007
Clarice Lispector
segunda-feira, janeiro 15, 2007
Senhor, vamos estar encaminhando sua solicitação para o setor de diagnósticos

Bom, estou há 8 dias sem colocar um cigarro na boca, e espero parar de uma vez com meu companheiro de longas madrugadas que era meu amigo branco e magro. Não prometo que nunca mais colocarei um cigarro na boca, muito menos que me tornarei um anti-tabagista ferrenho e que a partir de agora irei empunhar a bandeira contra o cigarro em todos os locais em que for. Curioso como esse pequeno objeto foi visto de forma diversa no decorrer da história. Até vinte anos atrás, aproximadamente, o cigarro ainda era visto de forma normal e não se era penitenciado por acender um em local público e perto de não-fumantes, por mais que estes não gostassem da fumaça e do cheiro. O mercado de trabalho ainda não os recriminava e a pessoa não deixava de ser um bom profissional se contivesse dentro da sua pasta um maço de Carlton e soltasse uma longa baforada durante o expediente.
Atualmente a coisa mudou de figura. Impressionante como a pós-modernidade, com seu culto exacerbado do corpo e bons exemplos dentro das corporações mudaram a forma como o cigarro passou a ser visto. Eu mesmo já deixei de ser arrumar trabalho por responder afirmativamente quando indagado sobre tendências ao uso do tabaco. Claro que na hora pensei em omitir esse mau hábito, mas o tipo da coisa que mais me desagrada é mentir sabendo que vou me contradizer na hora mais inesperada. E o cigarro não dá pra esconder, o hálito e o cheiro são sentidos por alguns metros de distância.
domingo, janeiro 07, 2007
Espelho opaco

domingo, dezembro 31, 2006
Mais um ano se inicia
sábado, dezembro 23, 2006
Subentende-se que....

sábado, dezembro 16, 2006
Esperando Godot

terça-feira, dezembro 12, 2006
Ô falta do que fazer




